Ciência Jovem 2018

Nesta quarta-feira (07), o Shopping Riomar, no bairro do Pina, no Recife, sediou a cerimônia de abertura da Ciência Jovem 2018, realizada pelo Espaço Ciência, e que segue em exposição no piso L4 do mall até a próxima sexta-feira (09). Mais de 300 equipes de escolas estaduais, municipais, privadas e federais de todo o Brasil, além de países como Colômbia, México e Paraguai, participam da feira. Da Rede Estadual de Pernambuco, 107 trabalhos estão em exposição.

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A abertura contou com a presença da Gerente de Políticas Educacionais do Ensino Médio (Gepem), Raquel Queiroz; do diretor do Espaço Ciência, Carlos Pavão; da secretária de Ciência e Tecnologia, Lúcia Melo; representantes do IFPE, da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), e do Shopping Riomar. A música ficou por conta da banda marcial do Colégio Militar do Recife.

 

“O Espaço Ciência é um momento muito importante para os nossos estudantes, pelo fato de incentivá-los a realizar pesquisas científicas. É muito gratificante vê-los tão empenhados não só nos seus projetos, mas em conhecer as ideias de outras escolas, trocando experiências. Isso só vem para fortalecer o nosso trabalho, pois o nosso País precisa de incentivo para que os jovens entrem no campo da ciência e da tecnologia”, frisou Raquel Queiroz após a abertura.

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Os trabalhos, separados por stands, estão divididos nas seguintes categorias: Divulgação Científica (ensino fundamental do 6º ao 9º ano); Iniciação à Pesquisa (educação infantil e ensino fundamental 1º ao 5º ano); Divulgação Científica Especial (projetos de conclusão da rede estadual); Desenvolvimento Tecnológico e Incentivo à Pesquisa (ensino médio); Francis Dupuis (projetos do exterior); Voto Popular Aluno (envolvendo a totalidade dos trabalhos dos alunos participantes); e Educação Científica (para professores).

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Nos corredores de “Incentivo à Pesquisa”, um trabalho chamava a atenção pelas cores do stand e pela procura dos visitantes. “Feminicídio: o que eu tenho a ver com isso?” é da Escola de Referencia em Ensino Médio (EREM) Aníbal Fernandes, e levou para a feira um tema atual e extremamente relevante, com números alarmantes de pesquisas que contabilizam esses casos em todo o país. Formado pelas estudantes Maísa Silva, Cristiane Beatriz, e Adriana Vieira, e orientado pela professora Janiara Almeida, o projeto começou a ser pesquisado no começo do ano, após o tema ganhar destaque na imprensa e levantar polêmica dentro da unidade de ensino.

 

“Aprendemos com o trabalho que o feminicídio é um problema atual, muito sério para a sociedade e que a gente deve combater. É uma forma de tentar conscientizar as mulheres sobre os diversos tipos de agressão que elas sofrem mas nem fazem ideia de que estão sendo vítimas de algo que pode se tornar uma fatalidade”, disse Maísa. Após apresentar os dados aos visitantes, as meninas pedem para que eles escrevam frases encorajadoras e de apoio para as mulheres. O quadro será exposto na unidade de ensino após a feira.

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Na categoria “Divulgação Científica”, destaque para “Tratamento de água com a moringa oleífera”, da Escola Estadual Moisés de Oliveira, de Araripina. As estudantes Samira Lopes e Maria Sabrina Lima, juntamente com a professora Maria Diva, no começo do ano procuravam uma solução natural para retirar o cloro e o sulfato no processo de tratamento da água da região. Descobriram, então, que o pó da semente da árvore Moringa cumpria este papel com a mesma eficácia.

 

“A gente tritura a semente até ela virar pó. Colocamos parte desse pó na água que queremos utilizar e esperamos alguns minutos até a sujeira da água descer no recipiente. Para utilizar o líquido é só coar. Serve para lavar roupas, louças, lavar a casa”, disse Samira. Para ela, o grande aprendizado do trabalho foi descobrir que a natureza pode substituir as intervenções químicas feitas pelo homem, tão prejudicial a nossa saúde. “Muitas famílias no nosso Sertão mal têm água. E quando tem, geralmente é barrenta, imprópria para consumo. E estudar uma solução para isso usando recursos naturais é muito motivador pra gente”, concluiu.

 

Na categoria “Desenvolvimento Tecnológico”, o projeto “Se é para sustentar, faço renovar: ciência e sustentabilidade” chamou a atenção de muita gente. Os estudantes Renata Cassiana e Cauã Fernando, da EREM Ipojuca, criaram um poste de iluminação sustentável. Preocupados com os impactos ambientais causados por termelétricas, eles criaram um protótipo de poste de iluminação pública com placa de energia solar, lâmpada LED, canos de PVC e bateria, todos doados para a escola.

 

“O nosso objetivo é criar e conscientizar. É mostrar a todo mundo que é possível dar assistência à população de uma forma menos agressiva ao meio ambiente, como uma energia limpa. Esse trabalho aguçou muito o nosso senso ecológico, fez a turma inteira repensar diversas ações do homem na natureza. Agora, vamos continuar pensando grande e tentar apresentar essa solução para empresários, governo, ONGs, entre outras entidades”, disse Cauã.

Última atualização: Friday, 9 November 2018, 14:34